Cuiabá (MT), 17 de maio de 2022 - 01:01

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O barbarismo do racismo estrutural

No início deste mês, dia 5, numa terça-feira, Cauã da Silva dos Santos, de apenas 17 anos, foi assassinado na zona norte do Rio de Janeiro por policiais militares, como acusa a família, em uma operação policial.

Os PMs jogaram o jovem ainda vivo em um valão. Ele foi socorrido, mas chegou morto na unidade de saúde.

Por meio de nota, a PM disse que, novamente, reforçou o patrulhamento na região e, como é de costume, ligou a imagem do jovem negro que estava voltando pra casa a de um bandido, o que conclui-se, justificaria o tiro mortal sem que antes fosse feita uma abordagem policial.

A nota da PM expõe as entranhas de um sistema que todos os dias se empenha em praticar o genocídio de jovens negros moradores da favela desse enorme Brasil.

No dia 25 de abril, 20 dias após a morte de Cauã da Silva dos Santos, outro jovem negro, Jhonatan Ribeiro, de 18 anos, que morava na mesma região, foi assassinado por policiais militares que atiraram à queima-roupa. O corpo também foi largado no local do crime.

Novamente, a PM divulgou nota protegendo seus agentes e, por conta da reação dos moradores, disse que irá abrir uma investigação para averiguar o ocorrido. Segundo a nota, o jovem portava drogas e uma réplica de arma de fogo.

Até quando nossos jovens negros vão viver e morrer dessa forma?

Até quando nossos jovens serão reféns do racismo diário e da polícia que deveria ter com principal objetivo garantir a segurança de toda a população?

Quando os jovens negros das favelas brasileiras vão ser parados pela polícia de forma humanizada sem ser assassinados?

Mesmo que estejam armados, os jovens negros e pobres têm o direito de receber o mesmo tratamento que o ex-ministro da Educação e pastor Milton Ribeiro recebeu na segunda-feira (25), quando sua arma disparou no aeroporto de Brasília.

Jhonatan foi assassinado e segundo policiais o jovem carregava uma réplica de arma de fogo. O ex-ministro não seguiu nenhuma regra ao entrar em um aeroporto com sua arma dentro da pasta, colocando todos em risco. A arma disparou e deixou uma funcionária da empresa Gol ferida pelos estilhaços, segundo informou a companhia. E tudo foi resolvido após o ex-ministro dar seu depoimento à Polícia Federal e receber a arma de volta.

Todos esses casos mostram apenas como os dois jovens negros em nenhum momento tiveram o mesmo direito que o ex-ministro Milton Ribeiro.

O pós-abolição (depois de 1888) canalizou um regime patriarcal e extremamente racializado. Quando olhamos para os dias atuais, percebemos novas formas de racismo que desumaniza, criminaliza a população negra e que a todo custo quer manter o genocídio da população negra, seja pela fome, pela falta de acesso público a saúde de qualidade, falta de políticas pública.

A CUT e os movimentos socais, sindicais e negro estão atentos aos direitos que também são nossos.

Secretaria de Combate ao Racismo - CUT Nacional

Um manifestante segura uma placa com a mensagem "Racismo é um virus" durante um protesto da Black Lives Matter no Largo da Batata, São Paulo Victor Moriyama/Getty Images Um manifestante segura uma placa com a mensagem "Racismo é um virus" durante um protesto da Black Lives Matter no Largo da Batata, São Paulo Victor Moriyama/Getty Images 


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