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Tragédia em terras Yanomamis: Bolsonaro deve pagar por descaso e ações criminosas

A tragédia anunciada em terras Yanomami tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro. O ex-presidente e sua ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, eleita senadora (Republicanos/DF), ignoraram 21 pedidos de socorro da população Yanomami. Nenhuma providência foi tomada e, nos últimos 4 anos de governo, 570 crianças morreram. Bolsonaro chegou a mentir para a Organização das Nações Unidas (ONU) que seu governo estava atuando na região, segundo divulgou o UOL.

O presidente Lula visitou a região em Roraima, no último sábado (21/1), e ficou estarrecido com a situação crítica e desumana. O governo decretou estado de emergência, criou uma força-tarefa para conter a crise sanitária, disse que irá “civilizar” o tratamento aos povos indígenas e destacou que acabará com o garimpo ilegal na região. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e a deputada federal Joênia Wapichana (Rede Sustentabilidade/RR) entregaram ao presidente Lula o relatório “Yanomami Sob Ataque: garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami e propostas para combatê-lo”, produzido por Hutukara Associação Yanomami e Associação Wanasseduume Ye’kwana.

Com dados de 2021 e lançado em abril de 2022, o relatório traz as drásticas consequências da omissão do governo Bolsonaro, que nunca escondeu sua aversão pelos povos originários, e que durante todo o seu governo incentivou o garimpo ilegal e a invasão de terras indígenas. De acordo com o documento, em 2021, a destruição provocada pelo garimpo cresceu 46% em relação a 2020. “Houve um incremento anual de 1.038 hectares, atingindo um total acumulado de 3.272 hectares. Esse é o maior crescimento observado desde que iniciamos o nosso monitoramento em 2018, e, possivelmente, a maior taxa anual desde a demarcação da TIY (Terra Indígena Yanomami) em 1992”.

Ainda conforme o relatório, a escala do garimpo e intensidade cresceram de maneira impressionante nos últimos cinco anos. “Além do desmatamento e da destruição dos corpos hídricos, a extração ilegal de ouro (e cassiterita) no território yanomami trouxe uma explosão nos casos de malária e outras doenças infectocontagiosas, com sérias consequências para a saúde e para a economia das famílias, e um recrudescimento assustador da violência contra os indígenas”, denunciam.

Para a Direção Nacional (DN) da FASUBRA Sindical, Bolsonaro e todos aqueles que contribuíram para o genocídio dos povos yanomamis devem pagar pelos seus crimes. É inaceitável e absurda a crise que se instalou nas terras indígenas e o relatório de 2022 deixa explícito o descaso que levou a morte de centenas de crianças por desnutrição extrema e contaminação de mercúrio. Houve também diversas denúncias de exploração sexual contra mulheres e crianças por parte de garimpeiros. Por esse motivo, a FASUBRA Sindical é favorável que Bolsonaro e demais envolvidos nos crimes sejam julgados pelo Tribunal Penal Internacional – a Corte em Haia.

Contra o genocídio dos povos indígenas!

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Foto: Presidência/Ricardo Stuckert


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