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Cuiabá (MT), 10 de dezembro de 2018 - 15:40

Notícias

13/12/2017 14:04

Após ato em Defesa da Educação Pública, deputados devem criar Frente Parlamentar de Defesa da UFMT

 

Os trabalhadores da UFMT participaram nesta terça-feira (12.12) do Ato em Defesa da Educação Pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Organizado pelo Sintuf-MT, e pelo deputado estadual, Allan Kardec, o ato contou com representantes dos estudantes, professores, da administração da UFMT, CUT, e do IFMT. Como resultado do ato, será construída uma frente parlamentar em defesa da UFMT e um fórum permanente para educação pública, sendo que uma Audiência Pública ampliada já foi marcada para o dia 20 de fevereiro.

 

"Os ataques contra a educação superior pública estão sendo maiores que na época do Governo Fernando Henrique Cardoso. Querem transferir a administração das universidades para Organizações Sociais, cobrar mensalidades dos estudantes, acabar com as carreiras da educação, ampliar os cortes no orçamento. Trata-se de um projeto de privatização orquestrado pelo Banco Mundial e seguido a risca pelo Governo Golpista de Michel Temer", destacou a coordenadora geral do Sintuf, Leia de Souza Oliveira.

 

Em sua fala, a coordenadora reforçou que existe um falso discurso que as universidades federais servem a elite, porém a verdade é que apenas 10% dos estudantes são da classe A e B, e este é o problema. "Pedimos o maior envolvimento da sociedade nesta luta, mesma sociedade que há 40 anos lutou pela implantação da UFMT. O que precisamos é ampliar a universidade, em Minas Gerais temos 8 Federais, sendo que aqui é apenas a UFMT".

 

Na opinião do secretário de Relações Institucionais da UFMT, Fabrício Carvalho, a universidade é o local de reflexão e liberdade do pensamento, sendo assim, o capital não pode ditar as regras na educação. "Lamentamos a irresponsabilidade social dos deputados que não estão presentes neste ato e pedimos que eles se envolvam nesta questão. O Governo Federal diz que liberou 100% do orçamento de 2017, mas esconde que este mesmo orçamento foi cortado em 30% em relação ao ano anterior. O sucateamento mostra o valor que estão dando para educação".

 

Representando os estudantes, o coordenador geral do DCE, Vinícios Brasilino, reforçou o papel transformador social da universidade. "As políticas afirmativas dos últimos anos não podem ser abandonadas. A UFMT mudou a sua cara, incluiu a população negra, indígena, os pobres no geral. Chega de atacar a educação, vamos lutar pela rediscussão da Lei Kandir, os juros e a composição da dívida pública, os incentivos ao agronegócio. Temos que debater qual o projeto de nação queremos".

 

Interesses

 

Para o presidente da Associação dos Docentes da UFMT, Reginaldo Araújo, a privatização total do ensino superior é uma questão econômica. "A educação movimenta mais recursos que o setor automotivo. Os grandes empresários pressionam o Governo para abocanhar este filão. Outro ponto que incomoda os empresários deste setor é que apesar de todas as contradições, as 30 melhores universidades do país são públicas, na verdade, dentro das 50 melhores universidades do país, apenas duas são particulares".

Após todo o debate, o deputado estadual Allan Kardec se comprometeu em criar a Frente Parlamentar em defesa da UFMT. "Vamos ampliar este debate e envolver um número cada vez maior de pessoas. Os estudantes do ensino médio precisam entender o risco que estão correndo, sejam eles do ensino público, ou mesmo do particular, onde os pais se sacrificam em altas mensalidades na esperança de seus filhos entrarem na universidade pública. Este risco da UFMT logo será levado pra Unemat, e precisamos dar um basta nestes ataques".   


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