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Cuiabá (MT), 19 de abril de 2019 - 19:10

Notícias

01/04/2019 15:23

TRABALHADORES DO HUJM NÃO CONCORDAM COM O FECHAMENTO DE SERVIÇOS E DE LEITOS

ESSA CONTA NÃO É NOSSA!!!

OS TRABALHADORES RJU DO HUJM NÃO CONCORDAM COM O FECHAMENTO DE SERVIÇOS E DE LEITOS.

Direção da EBSERH MENTE quando diz que o fechamento é devido à GREVE!

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso vem a público manifestar seu repúdio a decisão da EBSERH de suspender serviços estratégicos do Hospital Universitário, fato inédito no cotidiano desse Hospital, que é referência na área de saúde do estado de Mato Grosso. No documento assinado pelo Gerente de Atenção à Saúde, emitido no dia 22/03/2019 às 13h03, é determinado o fechamento de vários setores, culpando a Greve que teve seu início no dia 22 de março.

Cabe ressaltar que ao longo das histórias de lutas dos trabalhadores do HUJM, com um quadro de pessoal inferior ao quadro atual, nunca foi fechado nenhum setor, pois os trabalhadores mantinham em atividade as áreas essenciais em, no mínimo, 30%, e nas unidades que possuem internos em condição crítica, a totalidade do atendimento.  Isso significa compromisso e respeito com a Vida.

A incompetência da gestão chega ao cúmulo de se esconder atrás de uma Greve, que já estava judicializada na surdina, vez que, ao mesmo tempo em que o Comando de Mobilização de Greve se reunia com a Reitora buscando uma mediação para evitar a deflagração da Greve, a EBSERH NACIONAL JÁ IMPETRAVA A AÇÃO EM BRASÍLIA NO TRF. Onde está o diálogo e a democracia!!!

Os setores abaixo relacionados estão fechados desde antes da Greve, e agora com o  cumprimento da decisão judicial do TRF através de liminar, que determinou o retorno imediato com atendimento de 100% das atividades, ferindo o princípio constitucional do direito a Greve,  o Comando de Greve SUSPENDEU a Greve. Assim os setores devem ser reabertos imediatamente, pois do contrário, a EBSERH estará prevaricando, mentindo a população, quanto aos verdadeiros motivos do fechamento dessas áreas estratégicas.  

Cabe esclarecer a população que o quadro de trabalhadores RJU que estavam em Greve não chega a 40% do quadro geral de trabalhadores que hoje prestam serviços no HUJM, desde a concursados (RJU) e EBSERH a trabalhadores precarizados (terceirizados).

Desses setores, o fechamento do setor de Triagem -  porta de entrada do HUJM, ocorreu antes mesmo do início da GREVE, é incompreensível beirando a improbidade administrativa, além da gritante insensibilidade da gestão, dado o tamanho desconhecimento do impacto do fechamento desses serviços para os usuários. Nunca fechamos a triagem.  Outros tantos setores, como o PA infantil, foram fechados antes da GREVE.  

O HUJM, desde a entrada dessa Empresa de Serviços Hospitalares, tem acumulado problemas de toda a ordem, desde ao relacionamento entre a gestão e os trabalhadores RJU,  à projetos inacabados e de péssimo resultados. Como exemplo as reformas em imóveis alugados fora do Hospital, sem funcionamento, como o Laboratório Cardio Pulmonar. E no espaço do HUJM, o Laboratório de habilidades e simulação em saúde e reformas de baixa qualidade. São recursos públicos utilizados sem retorno aos usuários. Caberia a investigação do custo dessas obras e o motivo de não estarem em funcionamento. Atualmente o atraso de 3 meses no pagamento dos fornecedores de produtos utilizados no lactário, da Empresa fornecedora das refeições, transferência do PPP (pré parto, parto e pós-parto), remete a uma questão: ONDE ESTÁ A EFICIÊNCIA DA EBSERH???

Os trabalhadores repudiam essas atitudes. O HUJM não pode bater a porta na cara de seus usuários!!!.

Vamos relembrar os setores que estão fechados, por determinação da EBSERH(Empresa Brasileiros de Serviços Hospitalares), que MENTEM, ao falar que é em função da GREVE,  isso sem falar de outros serviços internos.

 

  • Fechamento dos atendimentos pediátricos, através da Unidade de Atenção Pediátrica (há alguns meses e só recentemente voltou a atender, limitando o horário ao período matutino).
  • Fechamento dos atendimentos obstétricos, pela triagem obstétrica (antes da greve).
  • Bloqueio dos leitos de internação sendo: 5 leitos na clínica médica, 5 leitos na clínica pediátrica, 5 leitos na Gneco-Obestetrícia, 8 leitos na clínica cirúrgica.
  • Leitos da UTI Adulto, totalizando 25 leitos, além de bloquear 1 sala de cirurgia.
  • Fechamento da grade de exames para usuários externos para exames de eletroencefalograma, eletrocardiograma, coleta de sangue.
  • Fechamento das atividades ambulatoriais dos atendimentos da primeira consulta de nutrição, e interrupção dos atendimentos,  de oftamologia e dermatologia.
  • Não haverá durante a Greve o atendimento externos do Banco de Leite, a pasteurização do leite e a orientação  no alojamento conjugado com as mães.

 

 

Nesse item do Banco de Leite, nas escalas de Greve elaboradas estava garantido a pasteurização do leite para atender os Rn’s de UTI neo natal.

Manifestamos nosso desacordo com essa posição descompromissada da gestão da EBSERH, e comunicamos a comunidade usuária do HUJM, que a mesma se deu por motivos que desconhecemos, e não em função da Greve dos Técnico-Administrativos RJU, vez que nas escalas de Greve entregues a gestão da EBSERH, garantimos, no mínimo 30% da força de trabalho do RJU em atividade, mesmo naqueles setores que possuem a maioria do quadro composto por trabalhadores contratados pela EBSERH.

Cabe ainda relembrar, que o HUJM em 1984 tinha 80 (oitenta) leitos evoluindo em 2003 para 90 (noventa) leitos, desses 10(dez) eram da UTI.  Em 2014 com a adesão da UFMT a EBSERH, a Universidade abandonou a gestão dessa importante Unidade acadêmica e de assistência para uma Empresa. Essa posição provocou o distanciamento do HUJM da Universidade, secundarizando a sua função de Hospital Escola, cuja missão é o ensino, a pesquisa e a extensão.

Com toda propaganda e recursos financeiros disponibilizados chegamos a 118 (cento e dezoito) leitos.  Mesmo criando uma superestrutura, com 64 (sessenta e quatro) cargos (muito chefe para pouco eficiência) com valores de função de chefia muito acima dos pagos para o quadro de dirigentes da UFMT, mais de 400 novos trabalhadores contratados pela EBSERH (com salários muito acima dos trabalhadores concursados da UFMT), quarteirização de serviços importantes, como Nutrição e outros de assistência e mais de 400 trabalhadores terceirizados, houve um aumento de apenas 28 (vinte e oito) leitos.  No percurso da  gestão dessa empresa não houve a reposição de cirurgiões pediátricos; o hospital segue sem tomógrafo funcionando; obras realizadas apresentam defeitos, outras foram realizadas, mas não são utilizadas (exemplo do ambulatório cardio-pulmonar, além de não ser utilizado ainda trata-se de imóvel alugado.  E a falta de cumprimento do contrato ao não repor as vagas oriundas de aposentadoria dos trabalhadores RJU.

Tem algo errado nessa conta! A posição da EBSERH demonstra o seu descompromisso com a assistência. Fechar 25 (vinte e cinco leitos) leitos, em momentos de crise do setor da saúde, demonstra o perfil dessa gestão, cuja ação prática desrespeita os trabalhadores e os usuários. Essa postura, no mínimo é questionável! O HUJM volta ao ano da adesão da UFMT a Empresa.  Onde está a eficiência da gestão? E a mão de obra contratada? Cabe ressaltar que a força de trabalho RJU não representa 40% do total do quadro de pessoal, e mesmo assim em 2013, tínhamos em pleno funcionamento 90 (noventa) leitos!!!!

A ação truculenta da EBSERH BNacional, dirigida por um General, e a omissão da UFMT, deve servir para nossa  reflexão: Onde está o cuidado com os trabalhadores RJU. Sabemos que a EBSERH cuida dos seus. Mas, as mentiras divulgadas pela direção da EBSERH, demonstra o quanto os trabalhadores RJU, mesmo sendo minoria, são indispensáveis para a qualidade dos trabalhos desenvolvidos no HUJM.   Sabem por que? Muitos deles(as) fazem do HUJM sua segunda casa!!! Pena que a gestão não tenha reconhecido isso.

Se não bastasse, há mais de 200 dias foi afastado o Superintendente do HUJM/EBSERH, Prof. Hildevaldo Fortes, sem nenhuma justificativa a comunidade.  Ao sindicato foi informado que o mesmo estava respondendo um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) por desvio de recursos públicos e que o mesmo, dado a gravidade, corria em sigilo. Que no prazo de 180 seria dado satisfação a comunidade sobre o ocorrido, e se o mesmo fosse inocentado seria reconduzido ao cargo.

Todos esses acontecimentos, culminando com o fechamento de leitos, demonstra uma fragilidade nessa gestão que deveria estar preocupada em otimizar a gestão, e não em retirar direitos dos trabalhadores e diminuir o atendimento a comunidade tão carente de serviços públicos na área da saúde.

Não aceitaremos o custo dessa conta!!! Falem a verdade!!! Não coloquem sobre os ombros dos trabalhadores a ineficiência da gestão.


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