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Cuiabá (MT), 26 de agosto de 2019 - 05:35

Notícias

17/07/2019 15:16

CORTE DA EDUCAÇÃO: UFMT está com salários atrasados e terá novas manifestações

“As consequências do ajuste fiscal e cortes no orçamento da educação não são mais promessas, não são danos que virão no futuro, já chegaram. Além da luz cortada, os trabalhadores terceirizados da limpeza e segurança estão com seus salários atrasados e a discussão no momento é se os serviços serão mantidos. Se os cortes não forem revertidos a universidade pode parar a qualquer momento". 

As afirmações preocupantes foram feitas pelo coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos da UFMT, Fábio Ramirez. Durante o ato conjunto em defesa da educação pública realizado nesta quarta-feira (17.07), técnicos, estudantes e professores, além da reitora da instituição, expuseram o descontentamento com o Governo Federal, assim como as informações falsas divulgadas pelo Ministério da Educação sobre o corte de energia elétrica na universidade. 

“O Sintuf, Adufmat e DCE manterão estado constante de mobilização, foi o encaminhamento do ato desta quarta-feira. No dia 13 de agosto ocorrerá manifestações em todo país contra a política educacional do governo. É preciso unificar as lutas contra a reforma da previdência, pelos direitos trabalhistas e contra os cortes na educação em um grande movimento nacional para derrotar os ataques de Bolsonaro. A unidade é a única receita vitória. Ou derrubamos esse Governo ou o Bolsonaro derrubará educação”, reforçou Ramirez. 

Para a reitora da UFMT, Mirian Serra, o cenário já passou da fase de preocupante. “A situação hoje é mais que difícil, é trágica. Muitos alunos e professores não tem noção da gravidade do que está acontecendo. Estamos debatendo a sobrevivência da universidade. Além disso, estão colocando informações na imprensa que não são verdadeiras”. 

Ela explicou que foi surpreendida com o corte do fornecimento de energia elétrica desta terça-feira. “Para nós foi uma surpresa este corte, amanhã tínhamos uma reunião agendada com a Energisa, e recebemos a promessa que até lá não haveria corte de energia. Fomos surpreendidos. Foi uma ação onde em uma hora a energia da instituição foi cortada em todos os campus do Estado. Mostramos a situação para o MEC, que somente aí fez a liberação do financeiro, no total da fatura, R$ 1,8 milhão”. 

A posição da reitora frente aos problemas deveria ser mais incisiva na opinião da coordenadora administrativa do Sintuf, Leia de Souza Oliveira. “A reitoria da UFMT deve partir para uma ofensiva contra as políticas de cortes adotadas pelo governo. É inadmissível a posição do MEC em colocar a gestão da UFMT como incompetente por chegar nesta situação. O MEC mentiu na imprensa dizendo que o recurso estava liberado há uma semana, sendo que ele estava apenas empenhado, a efetiva liberação de valores aconteceu ontem”. 

Leia ainda apontou a estratégia rasteira que está sendo utilizada pela união. “O Governo usou em suas redes sociais de sarcasmo ao colocar o termo magnifica entre aspas para se referir a reitora da UFMT, um tratamento preconceituoso contra uma gestora eleita democraticamente por toda a comunidade acadêmica. É inadmissível ouvir o ministro falar que vai acionar judicialmente a reitora por improbidade administrativa quando ele corta e retém os recursos”. 

O Sintuf-MT cobra que a Reitoria se posicione criticamente frente ao Governo cobrando soluções e reivindica a recomposição integral de todo dinheiro bloqueado do orçamento das universidades. Novos atos e manifestações serão realizados nos próximos dias alertando para a falência da educação pública provocada propositalmente pela União.

 

Matéria Daniel Dino

Assessoria Sintuf-MT


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