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Cuiabá (MT), 20 de outubro de 2019 - 23:39

Notícias

16/09/2019 09:36

ENTIDADES COBRAM DA REITORIA REVOGAÇÃO DE MEDIDAS DE AUSTERIDADE E  ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA

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O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT) se reuniu com a reitora Myrian Serra na tarde do dia 12 de setembro. Juntamente com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação dos Docentes (Adufmat-Ssind), o SINTUF cobrou da reitora a revogação do ofício-circular 10 e a convocação da Assembleia Universitária. Myrian se recusou a atender as reivindicações. 

Entre as medidas de austeridade contidas no ofício-circular 10, está a revogação da Jornada Contínua; imposição de intervalo de almoço de apenas 1h; fechamento de setores da universidade e apagão programado para economia de energia; redução da limpeza e segurança no campus ocasionando demissão de terceirizados; e fim de direitos estudantis como o Ligeirão e o programa de acolhimento imediato a estudantes (PAI). 

PELO RETORNO DA JORNADA CONTÍNUA JÁ!

O SINTUF cobrou enfaticamente que a reitora retome a jornada contínua, explicando que sua suspensão não traz economia relevante, mas sim prejuízos à população, que vê o atendimento da universidade ao público sendo reduzido. 

As entidades decidiram abrir falas para a representação ampliada que acompanhava a reunião e, em uma das intervenções, uma professora relatou que em seu instituto o gasto de energia pode até ter aumentado com as medidas da reitora. Segundo essa professora, os trabalhadores técnico-administrativos, que antes se revezavam nos turnos de trabalho e nos computadores para o atendimento ampliado, agora se amontoam em várias salas, com vários computadores ligados ao mesmo tempo. Na assembleia geral do dia 10 de setembro, um relato emocionado de uma servidora mostrou o desespero e a opressão que tem sido a nova jornada de 1h de almoço para as mães trabalhadoras, que necessitam alimentar e preparar os filhos para a escola neste curto intervalo de tempo. 

A reitora afirmou que, com o retorno das aulas, as jornadas de trabalho se adequarão à necessidade de funcionamento nos setores acadêmicos. Ou seja, na prática, não haverá mudança significativa no funcionamento, sendo um oportunismo para de forma unilateral retirar a jornada contínua, conquista de seis anos de luta dos trabalhadores da UFMT. Não vamos aceitar!

DEMOCRACIA NAS DECISÕES!

Durante a reunião, as falas do SINTUF questionaram o método no qual a reitora decretou as medidas de contingenciamento. As formas foram autoritárias, sem nenhum tipo de diálogo e debate com as entidades representativas, além de não apresentar um estudo técnico que demonstre que a pretensa economia é real. Também não houve debates democráticos nas instâncias da universidade para se discutir outras possibilidades, que existem. Para o SINTUF, é preciso outro tipo de decisão administrativa que não seja fechar serviços e retirar direitos de trabalhadores e estudantes. 

A reitora afirmou que todas as medidas estão mantidas e que “o primeiro objetivo é sinalizar para a população mato-grossense que a universidade está em crise e que estamos cortando na carne para garantir a pesquisa, o ensino e a extensão”. Como se não houvesse alternativa. O ministro Abraham Weintraub tem dito que a universidade pública gasta muito e que é possível viver com menos. As medidas da reitora reforçam esse argumento e naturaliza os cortes. Nós rebatemos e explicamos que a postura de transferir os cortes do Bolsonaro para a população, fazendo com que os trabalhadores e estudantes paguem a conta, é reforçar a linha do governo. Dizemos que não é possível cortar a carne da universidade, porque toda produção científica, pedagógica e social da UFMT é fundamental e indispensável.

As medidas da reitora fecham parte da universidade para os mato-grossenses. Ao contrário disso, nós defendemos a UFMT 100% aberta para a população! Escolher entre demitir trabalhador da limpeza ou abrir uma sala não é uma opção admissível. É preciso lutar e resistir ao invés de se render.

TEM DINHEIRO PARA O BANQUEIRO, MAS NÃO TEM PARA A EDUCAÇÃO

O governo mente quando diz que não tem dinheiro. Dinheiro tem, o problema é para quem ele está sendo destinado. São 43,94% do Orçamento Geral da União (R$ 3,38 trilhões) somente para juros e amortizações da Dívida Pública e foram R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para aprovar a Reforma da Previdência. A lista de exemplos é grande e inclui crédito público e isenções fiscais aos capitalistas.

No momento em que sérias ameaças pairam sob a UFMT, como o projeto Future-se – que instala uma Organização Social privada para gerir a universidade, os cortes de verbas e a autônima universitária ameaçada com os decretos do governo, além dos rumores que pairam sobre intervenção, Myrian Serra se nega a chamar a Assembleia Universitária, instância prevista no estatuto. Qual é o medo da reitora de debater democraticamente com a comunidade universitária e se posicionar sobre essas ameaças? 

MOBILIZAÇÃO AUMENTA. RUMO À ASSEMBLEIA UNIVERSTÁRIA!

No meio da reunião, as luzes de todo o prédio da administração foram desligadas (às 16h30) por conta do apagão programado. Apesar das negativas e da escuridão da reitora, a reunião do dia 12 e o ato que aconteceu na reitoria no dia 10 de setembro mostraram força e disposição de luta dos trabalhadores. Não abaixaremos nossas bandeiras e passamos para o passo seguinte: mobilização total por uma assembleia universitária para revogar as medidas da reitoria, derrotar o projeto Future-se, os cortes da educação e derrubar o governo Bolsonaro. Uma greve geral das universidades por tempo indeterminado também não está descartada e é debatida nacionalmente. 

O caminho é a luta de massas, unificada e generalizada. Esse é o destino que trilharemos. O SINTUF junto com o DCE e a ADUFMAT estão se articulando e novas mobilizações ocorrerão, fiquem atentos à agenda de luta.

 

SEMINÁRIO E ASSEMBLEIA DIA 23 ÀS 8H30!

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

- 18/09 às 14h Conselho de Representantes de Base

- 19/09 às 14h: Assembleia Geral no HUJM

- 23/09 às 8h30: Seminário “entenda o Future-se e suas ameaças” e Assembleia Geral na sede do SINTUF

- 02 e 03/10: Paralização Nacional unificada (FASUBRA/ANDES/UNE/SINASEFE)


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