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Cuiabá (MT), 20 de outubro de 2019 - 22:05

Notícias

24/09/2019 09:05

UFMT fará parte da Greve Geral da Educação nos dias 2 e 3 de outubro

A UFMT vai parar nos dias 2 e 3 de outubro com a Greve Geral da Educação, um protesto contra os cortes na educação e contra a pressão que o Governo tem feito para que as instituições de ensino superior façam adesão ao Future-se, um projeto que aprofunda a crise na educação, instalando uma privatização disfarçada e fatalmente resultará na cobrança de mensalidades dos alunos. Este foi o entendimento dos trabalhadores técnico-administrativos nesta segunda-feira (23.09) durante assembleia geral da categoria ao decidirem pela adesão ao movimento paredista nacional convocado pelas federações que representam estudantes, técnicos e professores (Ubes, UNE, Fenet, ANPG, Andes-SN, Sinasefe e Fasubra).

“O programa ‘Future-se’ é o fim do financiamento público das universidades e institutos federais! Ele é colocado para a comunidade universitária de maneira antidemocrática, sem qualquer discussão prévia com as mais de 60 universidades e quase 600 campi dos Institutos Federais existentes no país. Além disso, soa como chantagem que, logo após os cortes de 30% na educação, anunciados em maio, venha uma proposta como essa, buscando forçar as instituições a aderirem ao programa para continuarem sobrevivendo, ferindo diretamente o artigo 207 da Constituição Federal da Autonomia Universitária, entre outros”, destacou a dirigente da Fasubra e do Sindicato dos Técnico-administrativos da UFMT, Marillin Castro.

Ela ministrou uma palestra sobre o programa Future-se expondo os cenários possíveis caso a universidade opte pelo projeto. “Não há como manter a universidade pública brasileira através da captação de recursos privados para pesquisa. Qual empresa irá investir em matemática, português, história, geografia, nas licenciaturas de uma forma geral? Não teremos a formação de professores. Este é um ataque ao nosso país enquanto nação. Com muito sacrifício e esforço, talvez, algumas faculdades consigam sobrevier, algumas de medicina, de genética, de engenharia, mas com um número mínimo de vagas. A solução é a cobrança de mensalidade. É isso que queremos? O ensino superior gratuito é a maior mola social que existe, um mínimo de oportunidade para as pessoas acenderem socialmente”, reforçou Marilin.

Além da pressão contra o Future-se, a Greve Geral da Educação cobra da Reitoria da UFMT a imediata convocação de uma Assembleia Geral Unificada, conforme prevê o estatuto da entidade. “Precisamos construir a unidade na luta em defesa da educação. O chamado tem sido feito por todas as centrais sindicais e de estudantes. Estamos em um momento histórico, o mesmo cenário de incertezas que antecedeu o grito de Fora Collor. Não há como continuar com o Governo Bolsonaro, um governo com baixíssima aprovação popular e que está realizando absurdos impensáveis antes de sua eleição. Todas as universidades que discutiram foram contra o Future-se, temos uma reforma da previdência absurda em discussão no Congresso Nacional, privatizações a preços de banana, enfim, uma série de erros de gestão que não podem passar despercebidos”, ressaltou o coordenador geral do Sintuf-MT, Fabio Ramirez.

Serão realizadas reuniões entre as entidades representativas da UFMT para organizar os atos dos dias 2 e 3 de outubro.

 

Daniel Dino

Assessoria Sintuf-MT


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