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Cuiabá (MT), 22 de setembro de 2021 - 22:53

Notícias

12/05/2021 10:30

Há o que comemorar neste dia 13 de maio?  

Historicamente lembrado como o Dia da Abolição da Escravatura, nada mais é que uma falácia. Este é o entendimento da maior parte dos movimentos organizados pela população negra brasileira. A razão é o tratamento dispensado aos que se tornaram ex-escravos no País. “Naquele momento, faltou criar as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade”. A fala é da ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. 

A sociedade brasileira vive uma tragédia neste momento de pandemia, com cerca de 430 mil mortes. O número é mais da metade da população de Cuiabá, por exemplo. chama-se atenção que homens negros são os que mais morrem pela covid-19 no país: são 250 óbitos pela doença a cada 100 mil habitantes. A cada dez brancos que morrem vítimas da Covid-19l, morrem 14 pretos e pardos. Os dados são resultados de uma análise dos boletins epidemioógicos do Ministério da Saúde.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção dessas populações no Brasil é de 10 brancos para 13 pretos ou pardos. No caso das internações pela doença, há um equilíbrio: negros representam 49,1% dos internados por Covid-19, enquanto brancos representam 49%. Mas na análise das mortes, o descompasso aparece, pretos e pardos representam 57% dos mortos pela doença, enquanto brancos são 41% dos mortos. Isso mostra que a doença e a morte têm cor. 

Integrante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Alexandre Braga explica que “o 13 de maio entrou para o calendário da história do país, então não tem como negar o fato. Agora, para o movimento negro, essa data é algo a ser reelaborado, porque houve uma abolição formal, mas os negros continuaram excluídos do processo social”.

O Sintuf-MT convida a toda a comunidade da UFMT para refletir sobre essa data, sobre as oportunidades oferecidas a população negra dentro do campus.


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