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Cuiabá (MT), 17 de outubro de 2021 - 01:41

Notícias

06/07/2021 15:57

Sintuf-MT e SGP debatem trabalho remoto

As relações entre trabalhadores e chefes de setores durante a pandemia, modelos para acompanhamento da produção laboral, padronização de relatórios e manutenção da jornada de trabalho com 30 horas. Estes foram os principais assuntos debatidos entre o Sintuf-MT e a Secretaria de Gestão de Pessoas da UFMT durante a última reunião realizada ainda no mês de junho. 

Representando o sindicato, a coordenadora administrativa Leia de Souza Oliveira, explicou que os setores têm adotados critérios diferentes para relacionar-se com os trabalhadores. “Temos chefias que estão solicitando a apresentação de certificados de curso para validar a carga horária do trabalhador, unidade que exigem relatórios semanais das atividades desenvolvidas, outros são mensais, enfim, cada setor têm feito como bem entende”. 

O secretário da SGP, André Baptista Leite, explicou que já foi enviado ofício buscando maior uniformidade. “A produção destes relatórios foi a solução encontrada neste momento para lidar com servidores que não têm respondido aos chamados das chefias. Existem alguns casos onde o servidor não responde e-mails e não atende as ligações. A medida foi necessária para atingir estes casos”. 

Ainda sobre o trabalho remoto, a coordenadora do sindicato informou que tem alguns setores que exigem a presença dos servidores para fazer atendimento presencial aos alunos. “É estranha essa situação já que a universidade ainda está na fase de bandeira preta, permanecendo fechada para atendimento de alunos e da comunidade externa”. 

Veja abaixo o relatório completo da reunião, e logo após os ofícios debatidos:

 

REUNIÃO SINTUF-MT E SGP

18 de junho ás 14h30

Google Meet 

 

              O secretario André deu início a reunião agradecendo a presença da coordenadora Léia e da chefe de gabinete da SGP Simone Hirata. 

              Secretario André disse que a reunião solicitada pelo SINTUFMT era necessária para que a SGP e o SINTUF conversem para realizar ações em conjunto sobre a dificuldade dos servidores com trabalho remoto, para não ficar apenas em uma resposta de oficio, disse que é melhor deliberar ações para poder melhorar esse contexto. 

              Coordenadora Léia justificou a ausência das Coordenadoras Marillin e Luzia. Em seguida pautou o conteúdo do oficio de nº009 que tem relação com a insalubridade e o trabalho remoto. Informou que quando saiu a Instrução normativa de nº065, antes da pandemia, houve tentativas de discussão no CONSUNI visando a regulamentação do trabalho remoto. Há uma compreensão de que essa modalidade de trabalho (remoto) extrapola o momento da pandemia. O SINTUF sugeriu na comissão a utilização de

alguns modelos de aplicabilidade do trabalho remoto em outras universidades. No entanto ocorreu apenas uma única reunião e o trabalho não foi adiante, então começou a pandemia e tudo parou. A coordenadora informou que a pandemia de certa forma acabou provocando a introdução do novo sistema mas sem uma regulamentação. Primeiro foi determinado por idade, para todos que estavam no grupo de risco, depois veio a introdução de alguns setores. Mas o que está acontecendo hoje na universidade e que esta bem explicado no oficio de nº009 (SINTUF), é que tem chefias que estão pedindo certificado para completar carga horária, dentre outra exigências, sem respeito a um regramento uniforme. Acrescentou que no ano passado foi suspenso o trabalho ininterrupto, e que este seria outro assunto para ser retomada a discussão com urgência, pois se hoje a universidade voltar a fazer atendimento até a Biblioteca teria que voltar a fazer 40 horas. 

              Informou também que o conceito de trabalho remoto para o sindicato é o de resultados a partir de um planejamento da equipe sobre a responsabilidade de cada servidor. Finalizou a fala dizendo que gostaria de saber da SGP se existe uma orientação neste sentido, de que as pessoas precisam fazer cursinho para completar a carga de 40 horas ou se tem que fazer relatório detalhado semanalmente. 

              Em seguida, o secretario André, deu início a fala dizendo que desconhece algumas questões isoladas que estão acontecendo na universidade e que a SGP, como chefias exigindo certificado para completar carga horária. Disse que não é legal e não existe nenhuma orientação sobre isso.Sobre o relatório de atividades, foi enviado sim uma orientação para todos setores da universidade, pois o relatório faz parte de uma questão maior que esta servindo para atender outras demandas, pois através dele esta sendo regulamentado as atividades da universidade e é justamente para evitar contra informações e dar segurança para o trabalhador que cumpre com suas atividades, por mais que muitos não enxerguem assim. O coordenador informou que infelizmente existem trabalhadores que a universidade não está conseguindo ter contato e a própria lei determina que se o servidor ficar 30 dias ausente é figurado como abandono, e foi através dos relatórios que a universidade encontrou uma forma de mensurar se o servidor está ausente ou em trabalho remoto. Quando não existe nenhum contato ou registro de atividade mínima, tem que haver uma justificativa. O coordenador disse que houve caso de servidores que ficaram um determinado tempo sem responder mensagens, email e sem dar noticias a sua chefia, e a SGP deixa claro que o servidor tem de estar a disposição no seu horário de trabalho, através de whatsapp, telefone ou e-mail para receber as demandas. Teve situações de servidores que sumiram, e agora estão abrindo PAD para essas pessoas, e lamentavelmente, tem servidores que continuam sem contato com suas chefias, não atendem sequer pelo telefone. Essa situação pode gerar prejuízo maior ao trabalhador.

              Esclareceu ainda, o Secretario, que quando falam sobre planilha de atividades de acompanhamento, não é uma planilha de fiscalização, mas que minimamente o gestor fale comunique com o trabalhador sobre, "quais as atividades a serem desenvolvidas?", "se existe alguma demanda". O secretario disse que a SGP encaminhou uma circular informando que se tivesse algum trabalhador que está sendo subutilizado no setor que informasse para ser realocado em outros setores pois na pandemia alguns setores ficaram com menos demanda que outros. Mas para outros foi sobrecarregado ao extremo. Informou que está tendo adoecimento de trabalhadores nessas unidades por conta da sobrecarga. O secretario informou que o relatório foi a forma encontrada para ter o mínimo de comunicação, e que não serve apenas para o trabalhador mas também para chefia, pois tem trabalhador que se manifesta, perguntando se tem algo que possa contribuir, mas também tem trabalhador que não se manifesta. Da mesma forma que tem gestor que procura ajuda do trabalhador e gestor que não se manifesta e com isso ficou essa falha na comunicação. O secretario finalizou dizendo que o relatório foi a maneira encontrada para restabelecer o diálogo.

              Em seguida o secretario da SGP, André, falou sobre as dificuldades devido o grande fluxo de demandas da SGP e devido essa demanda alguns servidores adoecerem, disse que a secretaria está em um processo de reorganização interna. Assim tem algumas demandas com o Sindicato que ainda não foram retomadas como a Comissão de Implantação das 30 horas e a do regulamentação do Trabalho Remoto. Disse que com a atualização das demandas represadas, espera dar encaminhamento as demandas apresentadas pelo SINTUF como trabalho remoto, 30 horas, assim como atividades para os aposentados, saúde do trabalhador e qualificação para os técnicos. 

              Em seguida a chefe de gabinete, Simone, fez uso da palavra reafirmando a fala do secretário sobre o relatório de atividades, que foi solicitado para ter um contato mínimo entre trabalhador e gestor e não para dificultar o trabalho dos servidores. 

              Após a fala da chefe de gabinete, a coordenadora do SINTUF-MT, Leia, disse que, sobre o trabalho remoto, assim como foi solicitado no oficio de nº009, o sindicato sugere que tenha um regramento para toda a universidade. Disse que o sindicato não é contra relatório de atividades, mas que seja feito um método igual para todos, pois existem diversos perfis de trabalhadores, existem também de chefias, Destacou que: 

              1º - A elaboração de relatório precisa ser uma política institucional, a partir do planejamento de cada servidor de suas rotinas administrativas. Esse modelo inclusive servirá par avaliação do desempenho de cada servidor. Não pode cada chefe cobrar demandas do trabalho remoto de um jeito. 

              2º - Perguntou se a SGP obrigou o relatório condicionado a jornada de 40 horas e acrescentou que se houve esse procedimento o sindicato não concorda, pois o trabalho remoto não foi regulamentado e a jornada de 30hs para os setores que tinham portarias, foi suspensa apenas para ajustes. Reforçou que há uma necessidade, também, da presença da Chefia. Da mesma forma que servidores tem se ausentado, também tem chefias que não organizam uma rotina de contatos com sua equipe. 

              Em seguida o coordenador André informou que o oficio circular não amarra questão de carga horária, e leu o oficio circular que segue em anexo. 

              Foi deliberado que a SGP responda o oficio do SINTUF conforme as informações disponibilizadas nesta reunião e com orientações sobre trabalho remoto, esclarecendo sobre as informações de que as chefias podem pedir certificados para complementar a carga horária. O relatório dessa reunião, bem como os ofícios da SGP, serão divulgados no site e nos grupos do sindicato. 

              O secretario do SGP explicou em seguida, a rotina dos trabalhos d SGP e o comprometimento dos trabalhadores lotados naquela Unidade para atender a demanda de toda a Universidade. Solicito ao sindicato que contribua com esclarecimento a comunidade universitária quanto a forma de trabalho da SGP, e quanto a compreensão de que a Secretária também é composta de trabalhadores, que enfrentam os mesmos desafios que os demais servidores da UFMT. 

              A coordenadora Léia informou que entende o papel estratégico da SGP e que sempre defendeu que a SGP integrasse o CONSUNI, dado a sua função, que interage com todas as áreas da UFMT e suas funções. Disse que irá pautar essa discussão no CONSUNI. Pois tem área que possuem a titularidade no CONSUNI, além das Pró-Reitorias que poderia ser substituída pela SGP. 

              A coordenadora Leia solicitou uma agenda para uma próxima reunião exclusiva para discutir sobre a insalubridade, com a presença de outros diretores do sindicato que estão acompanhando mais esse tema. 

              O secretario concordou com a agenda e disse que já fez oficio solicitando providencias da CASS, pro reitoria administrativa e reitoria sobre a insalubridade e exames periódicos pois é um problema que se arrasta a mais de 05 anos na universidade. Pediu para Coordenadora aguardar as reuniões que o mesmo solicitou para então agendar com sindicato e ter respostas sobre insalubridade. 

              A coordenadora do SINTUF, Léia, questionou a SGP sobre a orientação dos procedimentos de bio segurança dos Trabalhadores Terceirizados que estão trabalhando normalmente sem equipamentos adequados. O secretario André informou que vai encaminhar oficio cobrando a demanda. 

               Sem mais a ser discutido, a reunião foi finalizada, assinada pela coordenadora Léia, e vai com 03 ofícios em anexo disponibilizados pela SGP. 

 

 

 

               

 

 

 

 

               

 

               

 

 

 

 

 

 

 

               

 

 

 

 

 


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